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Reprodução dos Hieróglifos da Estela Egípcia
O mais antigo acróstico já apresentado ao público
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Veja abaixo a reprodução dos hieróglifos gravados na estela de Neb-wenenef, datada de cerca de 1290 a.C.
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O acróstico central da estela
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Não há justificativa para a formação do acróstico central nessa estela, a não ser o prazer que os antigos egípcios sentiam em brincar com os símbolos lingüísticos.
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Comentários
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O acróstico central é um enfeite lingüístico caracterizado pela formação de uma palavra ou frase vertical com as letras centrais de uma estrofe. No caso da estela de Neb-wenenef, não se tratava de um poema rimado, mas de um hino religioso composto por frases situadas uma abaixo da outra.
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As linhas horizontais que separam os hieróglifos, embora presentes na estela, não foram reproduzidas no desenho mostrado acima. Nele somente aparecem as duas linhas verticais que delimitam o acróstico central.
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Este cruzamento de signos lingüísticos numa inscrição gravada em estela é o mais antigo já apresentado fora da comunidade arqueológica. Nenhuma publicação não científica, incluindo-se livro, revista ou site, havia mostrado a imagem da estela de Neb-wenenef até o presente.
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Não havia nenhum motivo técnico, religioso ou simbólico que obrigasse à formação do acróstico central nessa estela. Como veremos adiante, a razão era lúdica. Os antigos egípcios gostavam de brincar com os símbolos lingüísticos (no caso, os hieróglifos), assim como o fazem os criadores de jogos de palavras da atualidade.
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A múmia do faraó Ramsés II, o Grande, de cujo reinado data a estela de Neb-wenenef (1300 - 1230 a.C.), foi encontrada em 1881, no sítio de Deir el-Bahari. No início de 2000, arqueólogos anunciaram a descoberta de um túmulo contendo as múmias de vários filhos do faraó. Ramsés teve cerca de 100 filhos, alguns com as rainhas Nefertari e Istnofret, e o restante com as outras mulheres de seu vasto harém.
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Apesar das várias mulheres que teve o faraó, a esposa Nefertari foi a sua preferida. Em homenagem a ela, o deus-rei mandou construir a mais suntuosa tumba do Antigo Egito. Atualmente, o monumento encontra-se aberto à visitação pública, após passar por uma custosa e demorada restauração encerrada em 1995. Somente 150 visitantes por dia podem entrar em seus recintos, após colocarem uma proteção nos sapatos e máscara facial, medidas essenciais para evitar o desgaste do interior do túmulo. Veja, abaixo, duas imagens de como ficou a decoração, depois de restaurada.
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Túmulo da rainha Nefertari
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Na próxima página, conheça os hieróglifos que significam "palavras cruzadas".
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Referências
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An Ancient Egyptian Crossword Puzzle, Jan Zandee, Ex Oriente Lux, Leiden, 1966
Imagem 1 do túmulo de Nefertari reproduzida, com permissão, do site Egyptfocus
Imagem 2 do túmulo de Nefertari reproduzida, com permissão de Jennifer Howes, do site Sun Tours
Site do Theban Mapping Project
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Páginas iniciais: Roteiro Romanceado | História | Índice
| Ancestrais | As "Cruzadas" Egípcias
Autor: Sérgio Barcellos Ximenes
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