História das Palavras Cruzadas

As informações sobre a estela de Paser contidas no livro Cracking Codes (Quebrando Códigos), produzido pelo British Museum (Museu Britânico).

 

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      Em 1799, um fragmento de basalto contendo inscrições repetidas em grego, em demótico (forma popular do idioma egípcio) e em hieróglifos foi descoberto numa cidade egípcia. Conhecido atualmente como a Pedra de Roseta, ele possibilitou a decifração dos hieróglifos por Champollion, em 1824. Para comemorar o bicentenário da descoberta da Pedra, o Museu Britânico lançou, em 1999, o livro Cracking Codes - The Rosetta Stone and Decipherment (Quebrando Códigos - A Pedra de Roseta e sua Decifração). Seus textos contêm um amplo estudo sobre a técnica de decifração de várias escritas antigas, em especial a egípcia.
A Pedra de Roseta

A Pedra de Roseta
      Esse livro, já mencionado na seção sobre o Disco de Festos, reserva as páginas 84 e 85 à estela de Paser.
O artigo "The Crossword Stela of Paser"

O artigo 'The Crossword Stela of Paser'
      As informações iniciais são as mesmas que estão disponíveis no site do British Museum (Museu Britânico) e que já foram relatadas aqui: altura, largura e profundidade da estela, época da criação, o local do achado (proximidades do templo de Amon, em Karnak) e seu descobridor. De novidades no artigo, primeiro um detalhe na bibliografia: a existência de um outro artigo científico sobre a estela de Paser, no livro Studies on Ancient Egypt in Honour of Herman te Velde (Estudos sobre o Antigo Egito em honra de Herman te Velde), publicado em 1997. O título: Mut Enthroned (Mut Entronizada). O autor: L. Troy.
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Bibliografia do artigo
      O texto de Cracking Codes também confirma a função social da estela de Paser, já relatada pelo professor Stewart:
A função social da estela

O jogo presente na estela
      "O 'jogo' não consiste em preencher as palavras deixadas em branco, como numa cruzada moderna, mas na habilidade necessária para compor e depois ler o hino. O jogo de palavras era um expediente estilístico freqüente em hinos, e essa (estela) é uma extensão gráfica do mesmo princípio." Portanto, a estela indica, já naquela época, a presença dos dois lados contemplados por um jogo de palavras: o criador, que sente prazer em produzir jogos elaborados, e o solucionador, que é desafiado a encontrar a solução e que sente prazer ao superar o desafio. E, assim como havia afirmado o professor Stewart, também Richard Parkinson, o autor de Cracking Codes, insere o jogo existente na estela de Paser num contexto maior: o costume dos antigos egípcios de brincar com as palavras (no caso, os hieróglifos).

      No curto artigo sobre a estela de Paser é mostrado um conjunto de símbolos para exemplificar o princípio do cruzamento de hieróglifos:
Grupo de hieróglifos

Conjunto de hieróglifos da estela
      Os hieróglifos pertencem às linhas verticais 38-42 e às linhas horizontais 1-4. Mas a informação mais relevante para a história dos jogos de cruzamento de palavras é passada logo no primeiro parágrafo. Refere-se à atribuição explícita da autoria intelectual da estela ao egípcio de nome Paser. Nem o professor Zandee nem o professor Stewart faziam essa afirmação categoricamente. E, como veremos mais adiante, esta é a única das estelas já descobertas com jogos de hieróglifos que pode ser atribuída a uma pessoa específica (muito embora, nesse caso, tudo o que se saiba sobre ela seja ... o nome).
O autor da estela

Paser, o autor da estela

Os hieróglifos relativos ao autor

A atribuição de autoria
      "A estela foi erigida por alguém chamado 'Paser, veraz', cujo nome está inscrito na margem esquerda."
Capa do livro "Cracking Codes"

O livro 'Cracking Codes'
      Na próxima página, leia sobre a mais antiga inscrição com cruzamento de hieróglifos, ainda não apresentada ao público pelos arqueólogos.
Referência
Cracking Codes, Richard Parkinson, University of California Press, Los Angeles, 1999
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Páginas iniciais: Roteiro Romanceado | História | Índice | Ancestrais | As "Cruzadas" Egípcias

Autor: Sérgio Barcellos Ximenes